domingo, 8 de junho de 2008

Onde Estão os Heróis?!

Na tão comum e banal sociedade, repleta de morbidade, sedenta por novidades já dissecadas, fragilizada por estigmas dogmáticos e notoriamente buscando o desenvolvimento de sua própria ostra, é notável a presença dos ridicularizados e onipresentes heróis. Ah! estes heróis! Figuras representativas de poder, felicidade, dignidade e por que não dizer exemplo de vida.
Buscando a integridade da sociedade, tais figuras aparecem com relativa representatividade no âmbito global, trazendo novas perspectivas, tornando menos dolorosa as pressões que é imposta pela própria essência de viver. Contudo, é necessário entender que a dor é parte imprecindivel do aprendizado, e que ela está contida no âmago do desenvolvimento.
Criando-se heróis, cria-se mecanismos de trava da sociedade, onde as figuras já mencionadas agem como agentes reguladores, impondo ou censurando modos de percepção, reduzindo-os a somente força de trabalho, afinal, nos dizeres de Nietzsche, ser digno é trazer riqueza e sucesso para esta tão débil e fracassada sociedade. A dignificação pelo trabalho remete a seres cegos, dilacerados e embebidos de crueldade, o ser digno é produzir pela arte, viver pela arte e não fazer do trabalho uma tarefa meramente pejorativa e trivial.
Portanto, se faz conveniente relatar que os heróis, seres tão ostentados, são atos falhos de uma sociedade calcada no erro. São, somente, muletas para mentes mutiladas, portais de fuga para o lodo, a morte da mentalidade. Heróis? Morrem a todo momento, até mesmo os religiosos, nesta perspectiva, Jesus morreu em vão! Toda a sociedade o matou! E ainda zombam de seu sofrimento! O sentido que o tornou herói está sufocado nos escarros que saíram das vossas próprias bocas!
Heróis?!? Todos mortos!! Não passam de massas cadavéricas!

2 comentários:

mwferreira disse...

Aonde queres chegar amigo? É bom e ao mesmo tempo triste ver que há quem se preocupe em filosofar a outrem, mas não acredito que isso vá te ajudar a se desfazer dessa gana sanguinária pela dita liberdade que leva à felicidade... isso se chama falta de esperança.. filosofar infelizmente mostra falta de esperança, de alguém que quer mostrar-se superior mas está preso em seus próprios pensamentos que nunca o levam a lugar algum. Espero que consigas libertar-te de tal jaula, não a de filosofar em si, mas a do que te leva a filosofar.. os motivos que te levam a isso estão te enjaulando mais e mais....

Saudações...

Andrea... disse...

Heróis cadavéricos? Se não fosse o meu espírito ainda esperançoso, eu concordaria... Mas, afinal, tens razão... Com isso mostro a minha fragilidade heróica, o apego ao antagonismo, a imperfeição humana. Nós só tentamos ser heróis pelo estereótipo da 'dignidade', mas acabamos sendo, às vezes sem querer, heróis da matança... Mesmo assim, ainda há espaço para as ilusões idealizadas, as ilusões costumeiras que nascem da vida heróica perante a desgraçada arte de "con-viver"! Mas ainda assim, os heróis, ah! heróis, não quero que eles morram!
Abraços!